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terça-feira, 17 de abril de 2018


O II Congresso Internacional Mundos Indígenas - diálogos sobre história, direito e educação – abrangendo o período correspondente ao início do processo colonial (séculos XVI) e incluindo os dias atuais, objetiva ampliar uma diversificada rede colaborativa nos âmbitos nacional e internacional envolvendo em discussões interdisciplinares a história dos povos indígenas da América.Para tanto, pretende-se ampliar diálogos entre investigadores da temática em destaque para que se construam possibilidades de caminhos teórico-metodológicos inovadores sobre a pesquisa acerca dos povos tradicionais ao longo do processo colonial até o tempo presente.  Nos últimos anos os estudos sobre a temática indígena na América vêm obtendo contribuições oriundas das áreas de conhecimento, tais como antropologia, arqueologia, história, educação e direito, proporcionando avanços promissores no tocante a visibilidade do protagonismo ameríndio, através das suas variadas formas de agenciamentos diante das pressões e violações dos seus direitos ao longo dos mais de 500 anos.  No Brasil, mais especificamente, a partir dos anos 1990, a história indígena vem se legitimando enquanto uma dimensão fundamental na produção de conhecimento, sendo escolhida como tema de dissertações e teses nos diversos programas de pós-graduação em nosso país, tendência que também se verifica na América-Latina. O diálogo interdisciplinar contínuo e o uso de múltiplas fontes históricas, assim como, de variadas temporalidades permite-nos negar a tese do historiador oitocentista Francisco Adolfo Varnhagen de que para os índios não haveria história, mas apenas etnografia [o que implicaria em assumi-los enquanto conjuntos humanos vivendo num estado inferior]. O mais importante é que uma das preocupações da historiografia recente sobre os mundos indígenas é não construir mais uma imagem do “índio genérico”, ou apenas vítima dos primeiros contatos com os europeus, “dizimados” e “assimilados”, ou seja, em processo de desaparecimento. Ao contrário, nos últimos anos, as pesquisas  as vem destacando as ações indígenas que nos revelaram que cada unidade indígena possui um caráter étnico, que lhes permite construir e acionar um posicionamento frente ao não-indígenas nos diferentes espaços de fronteiras e em novas territorializações pós-contato nas américas portuguesas, espanhola e inglesa. E, mesmo que negados no plano discursivo, os povos indígenas continuavam e continuam existindo e se mostram de forma organizada politicamente, afirmando as suas etnicidades e reivindicando a legitimidade das suas memórias e histórias.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


A Universidade Federal do Amapá (Unifap) realiza, no período de 26 a 29 de setembro de 2018, o VI Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Aplicada e Gestão Territorial: Limites e Desafios da Sustentabilidade Ambiental no Século XXI, que promoverá debates e trocas de experiências acadêmicas, a nível nacional, que contribuam com a difusão de ideias e trabalhos que buscam a construção de uma sociedade mais sustentável. O evento ocorrerá no campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP), e as inscrições estarão abertas a partir do dia 5 de março, por meio de formulário que estará disponível no site do evento (em fase de construção). A taxa de inscrição variará de R$ 50 a R$ 150.
Palestras, minicursos e apresentação de trabalhos científicos farão parte da programação do congresso. A submissão de artigos científicos também iniciará no dia 5 de março e, para se inscrever, o(s) autor(es) deve(m) primeiro efetuar a inscrição no evento e o pagamento da taxa de inscrição.
Os trabalhos científicos serão apresentados apenas em formato de painel. Os autores dos artigos tem que enviar o arquivo para o e-mail correspondente ao eixo temático até 1º de agosto de 2018, sendo que o nome do(s) arquivo(s) deve(m) indicar o número do trabalho, com o nome completo dos autores e o eixo do trabalho. A estrutura básica do trabalho deverá ser constituída por título, nome completo dos autores, e-mails e instituição, resumo em língua portuguesa e em duas línguas estrangeiras, introdução, metodologia, resultados e discussões, considerações finais e referências.
Os eixos temáticos são: Educação ambiental, sustentabilidade e gestão local (e-mail eixo1vicbeaagtamapa@gmail.com); Educação Patrimonial e comunidades tradicionais (e-mail eixo2vicbeaagtamapa@gmail.com); Ecopedagogia na educação formal e informal (e-mail eixo3vicbeaagtamapa@gmail.com); Sociobiodiversidade e biotecnologias alternativas (e-mail eixo4vicbeaagtamapa@gmail.com); Planejamento e gestão ambiental dos Recursos Hídricos (e-mail eixo5vicbeaagtamapa@gmail.com); Planos e políticas culturais e Territoriais (e-mail eixo6vicbeaagtamapa@gmail.com); Planejamento, gestão ambiental e desenvolvimento sustentável (e-mail eixo7vicbeaagtamapa@gmail.com); Conflitos Socioambientais e Populações Tradicionais (e-mail eixo8vicbeaagtamapa@gmail.com); Geotecnologias aplicadas ao Planejamento e gestão participativa (e-mail eixo9vicbeaagtamapa@gmail.com); e Cartografia temática aplicada em áreas Vulneráveis (e-mail eixo10vicbeaagtamapa@gmail.com).
Mais informações:
Específico para coordenação geral e informações: vicbeaagtamapa@gmail.com
Específico para inscrição: vicbeaagtamapainscricao@gmail.com
Telefones: 98138-1582 e 99121-5048

Confira, abaixo, mais detalhes sobre o VI Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Aplicada e Gestão Territorial: Limites e Desafios da Sustentabilidade Ambiental no Século XXI:

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Painel interativo de visualização das informações.
Fonte: INPE, 2017.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentou um novo portal de divulgação dos dados de desmatamento da Amazônia Legal. A ferramenta aprimora o TerraBrasilis ao otimizar o modelo de visualização dos dados levantados pelo Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), permitindo uma navegação mais moderna. A primeira exibição da tecnologia foi feita durante a 23ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP23), em Bonn, na Alemanha.
A principal inovação foi o desenvolvimento de um painel interativo de visualização das informações. Nele, os usuários podem interagir com diversos gráficos que mostram os aspectos essenciais para a análise da taxa de desmatamento em toda a área observada ou por região (municípios, estados, unidades de conservação, entre outros). Os dados são disponibilizados de forma a possibilitar construção de gráficos e análises próprias.
“Com essa nova forma de apresentação, acreditamos que os gestores públicos, além de jornalistas, estudantes, pesquisadores e a população em geral, ganham acesso aos dados de seu interesse compilados, atualizados e apresentados de maneira mais fácil, diretamente no ambiente da web”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano.
Outra mudança foi feita na apresentação dos mapas anuais de desmatamento. Baseados na tecnologia de serviços web geográficos, eles permitem maior interação do usuário com a área de visualização das cartas. Além disso, a utilização desses dados pode ser feita em outros ambientes digitais.
As inovações atendem às diretrizes da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), uma iniciativa do governo federal que tem como diretriz a publicação dos dados geográficos produzidos por instituições públicas de forma aberta e baseada nos princípios de interoperabilidade entre plataformas digitais.
“Essa plataforma de disseminação integra o trabalho das divisões de Processamento de Imagens, Geração de Imagens e Sensoriamento Remoto. Recebemos e catalogamos imagens de observação da Terra, desenvolvemos pesquisa e tecnologia em sensoriamento remoto e geoinformática e entregamos produtos operacionais de grande valia para a sociedade brasileira”, destacou a coordenadora de Observação da Terra do Inpe, Leila Fonseca.
Para acessar a nova ferramenta, clique aqui.


Fonte: Inpe

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Representatividade estudantil. “Calma calma, não priemos cânico!”, não é mais um manifesto Marxista ou um chamado à luta com o movimento estudantil. É apenas uma asserção sobre algo que deveria ser comum a todos.
O que um Presidente, um escritor e um fundador de universidade têm em comum? Hum? Todos fizeram parte de um Centro Acadêmico. Jânio Quadros, Monteiro Lobato e Julio de Mesquita Filho. Pessoas com certo nível de reconhecimento. Alguns exemplos de estudantes que em sua época participaram desse importante órgão de representação.
Mas eu não quero ser presidente, nem escritor, nem… (bom, talvez abrir uma faculdade particular de dinheiro, enfim!), eu também não. Quero trabalhar numa multinacional, quero organizar eventos grandes e ser super rico e reconhecido. Não quero fazer passeatas e piquetes em prol da educação. Eu também.
Mas aposto que, como eu, você também gostaria de ter uma melhor formação acadêmica. Com aulas melhores, professores melhores, recursos melhores. Por exemplo, durante todo o primeiro semestre de 2008, os alunos do primeiro ano de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP de Araraquara poderão assistir aulas de matéria optativa ministrada pelo C.A. de Farmácia.
As aulas acontecem às terças-feiras, a partir das 17h e abordam diversos temas de interesse dos alunos. Para ministrar estas aulas são convidados professores, alunos da graduação, membros do centro acadêmico e especialistas das diversas áreas de interesse.
E não foi preciso fixar cartazes por murais, fazer greve, manifestações em frente a departamentos, ou qualquer tipo de atitude que cause estranhamento a outros estudantes. Foi preciso só um pouco de organização e boa vontade. E voltando, o interesse a uma melhor formação.
A cidade de Ourinhos possui um Campus experimental da UNESP, onde funciona o curso de Geografia. O centro acadêmico “Aziz Ab´Saber”, passou um ano organizando eventos culturais, festas entre outras coisas para arrecadar dinheiro. Com esse dinheiro foi comprada, à vista, uma máquina copiadora de alta tecnologia. Com isso os estudantes ganharam uma opção de local para tirar suas cópias. Além disso, o centro acadêmico oferece bolsas salário para alunos que trabalhem 2 horas por dia.
Qual o diferencial destes estudantes? Será que o curso de farmácia possui alguma matéria que fale sobre política ou representatividade? Será que o curso de geografia proporciona aulas de planejamento, logística ou empreendedorismo?
Ou talvez o que diferencie mesmo estes estudantes é o interesse?
Por que nosso Centro Acadêmico está desativado? Por que não possuímos representatividade perante departamentos, diretorias e reitorias?
Agora sendo um aluno de Relações Públicas eu pergunto, será o nosso curso tão empresarial que faz com que pensemos que o C.A. é um refúgio para militantes do movimento estudantil e nada tem a ver com nossa formação? Será muito acadêmico e pouco mercadológico pensar em uma formação melhor? Qual a sua justificativa para não participar? O que você acha de quem participa?

Fica a provocação.

Texto escrito e enviado pelo aluno do sexto termo de Relações Públicas: Lucas Grilli Maia, que apresenta sua visão sobre o assunto.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PESQUISADORES REALIZAM A APRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CRONOGRAMA DO PROJETO DE CARTOGRAFIA SOCIAL NA ESCOLA ESTADUAL JORGE IAPARRÁ LOCALIZADA NA ALDEIA DO MANGA, OIAPOQUE – AMAPÁ

Apresentação do cronograma do Projeto de Cartografia Social em escola indígena. Foto: Leonardo Lopes, 2017.


Em 04 de novembro de 2017 um grupo de pesquisadores vinculados a Universidade Federal do Amapá e Universidade Federal do Ceará realizaram um trabalho de campo na aldeia do Manga que teve como objetivo apresentar as atividades do projeto de pesquisa “CARTOGRAFIA SOCIAL, CONFLITOS TERRITORIAIS E SUSTENTABILIDADE: SUBSÍDIOS PARA O PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL NA TERRA INDÍGENA UAÇÁ, ETNIA KARIPUNA, ALDEIA MANGA, OIAPOQUE, AMAPÁ, BRASIL” e organizar junto a comunidade indígena o cronograma das atividades 2017 a 2018. Conforme o prof. Otávio Landim (coordenador do projeto) as ações da pesquisa visam analisar a aplicabilidade da Cartografia Social no mapeamento dos conflitos territoriais e no fornecimento de subsídios para o planejamento e gestão ambiental em terras indígenas do Município de Oiapoque, Amapá, Brasil.

O projeto de pesquisa é constituído por 3 grandes áreas formativas, a saber, i) Cartografia Social: conceitos, aplicações, metodologias e procedimentos técnicos, experiências globais de cartografia social em territórios tradicionais, tipos de mapeamentos coletivos e participativos; ii) Cidadania e Justiça Socioambiental: conceitos de cidadania, democracia e estruturação do poder público, diretos e deveres do cidadão, ética e cidadania, inclusão social, origem e conceito de justiça socioambiental, justiça socioambiental e povos tradicionais, e iii) Tecnologias da Geoinformação: princípios da cartografia básica (escala, coordenadas, projeções etc.), princípios de sensoriamento remoto (conceitos, tipos de sensor, fundamentos básicos de interpretação de imagens), receptores GPS navegador (funcionamento e aplicação dos dados), softwares de geoprocessamento open-source (conceitos, princípios, aplicações e práticas), PPGIS (Sistema de Informação Público Participativo).

As atividades formativas serão realizadas em duas dimensões voltadas ao aprofundamento de estudos que abrangem o grupo de pesquisadores e ações na aldeia do Manga visando à formação geocartográfica da comunidade envolvida com o projeto.


(Texto de Prof. Francisco Otávio Landim Neto, coordenador do Projeto).